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Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Resumo da matéria - Recursos hídricos - 10º Ano

Mäyjo, 23.05.09

Ao navegar por este mundo que é a Net deparei-me com uns resumos da matéria que me pareceram ter algum interesse. Como sei que são muito preguiçosos para acederem a links deixo aqui o texto. 

Desconheço quem os disponibilizou, contudo se quiserem consultar na integra fica aqui.

 

As disponibilidades hídricas
 
-         De toda a água existente, apenas uma pequena parte pode ser utilizada directamente para o consumo humano, constituindo os recursos hídricos disponíveis. Estes englobam as águas superficiaisrios, lagos e albufeiras – e as águas subterrâneas, que se encontram até 800 metros de profundidade.
-         As disponibilidades hídricas, quer superficiais quer subterrâneas, dependem essencialmente das quantidades de precipitação e de evapotranspiração
 
Balanço hidrológico
 
Para que se possam avaliar os recursos hídricos renováveis é fundamental analisarem-se as várias componentes do balanço hidrológico.
-         Precipitação : representa os “ganhos” de água que irão alimentar o escoamento superficial e a infiltração;
-         Evapotranspiração – representa as “perdas” de água para a atmosfera a partir da evaporação da águas dos rios, lagos, albufeiras e solo e da transpiração das plantas.

Bacia hidrográfica – área drenada por um curso de água ou por um sistema interligado de cursos de água
Rede hidrográfica – sistema constituído pelo rio principal e seus afluentes e subafluentes.
(distinção) : rede hidrográfica é constituída pelo rio principal e pelos seus tributários, bacia hidrográfica é toda a área drenada que recebe a influência desses rios.
 
 

 
 
 
 
 
 


 

Perguntas:
  1. Caracteriza o regime dos rios de Portugal Continental. Justifica a resposta.
Os rios portugueses apresentam um regime que depende essencialmente da variação temporal da precipitação e acompanha, de perto, os contrastes regionais na distribuição das chuvas, ou seja, o comportamento dos rios é muito irregular, com uma estiagem (acentuada redução do escoamento <25% do caudal médio) mais ou menos prolongada provocada pela existência de uma estação quente e seca e com caudais de cheia que podem atingir valores surpreendentes.
As bacias hidrográficas do noroeste (Minho, Lima e Cávado), são muito produtivos, com escoamento mais regular e uma estiagem que, em média, dura três meses. As bacias do sul (Sado, Guadiana, Mira e Ribeiras do Algarve) são as menos produtivas, apresentam uma grande irregularidade de escoamento e uma estiagem mais severa que pode durar até seis meses.
Na ilha da madeira, a rede hidrográfica apresenta uma distribuição radial: as primeiras ribeiras nascem na parte central, correm em todas as direcções e desaguam no mar. A exiguidade das bacias hidrográficas, aliadas aos grandes desníveis e fortes declives gerais, marcam a extrema irregularidade e cheias muito repentinas no seu regime hidrológico.
Nos Açores, as bacias hidrográficas, em consequência da dimensão territorial do arquipélago, são de pequena extensão que, juntamente com o declive das vertentes e a desflorestação de vastas áreas contribuem para o regime torrencial das ribeiras, havendo um elevado risco de cheias.
 
  1. Explica a seguinte afirmação: “No norte os rios apresentam um caudal mais elevado e o seu regime caracteriza-se pela ocorrência de cheias”
O norte de Portugal apresenta maior densidade de cursos de água e estes envolvem maiores volumes de escoamento. As condições climáticas do local influencia a abundância de água numa determinada bacia hidrográfica.
 
  1. Relaciona a ocorrência de cheias com as estações de ano.
Na Primavera e no Verão, ocorre menos cheias, pois é um período mais seco e quente, menos propício às chuvas. No Outono ou no inverno, a estiagem é menor e há mais cheias, pois é um período mais húmido e frio com ocorrência de chuvas a longo prazo.
 
Rios de Portugal
 

Conceito
Definição
Regime
Variação do caudal do rio ao longo do ano.
Rápidos ou cataratas
Secção rochosa de um rio onde as águas correm a grande velocidade.
Caudal
Volume de água que passa numa secção do rio durante uma unidade de tempo.
Erosão
Acção de desgaste, transporte e acumulação exercida por um rio.
Leito
Zona por onde ocorre um rio.
Foz
Secção onde o rio desagua

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A acção do Homem sobre os recursos de água
 
Construção de barragens – na época do ano em que os valores da precipitação são muito elevados e permite a retenção de água nas albufeiras visando atenuar a ocorrência de cheias. No período de Verão quando a precipitação é escassa impede que o leito seque completamente possibilitando a manutenção de um escoamento mínimo.
 
* A acção do Homem pode ser negativa intensificando as consequências das cheias.
-         Constrói edifícios sobre as linhas de água, impede a infiltração de água do solo através, por exemplo, das pavimentações das ruas, destrói a cobertura vegetal, aumentando o escoamento superficial.
 
 
Aspectos positivos da construção de barragens:
·       Garantem o armazenamento de água em albufeiras;
·       Podem ser utilizadas na produção de energia hidroeléctrica;
·       Minimizam as inundações;
·       Garantem o caudal ecológico;
·       Garantem o abastecimento de águas às populações;
·       Permitem uma regularização do caudal;
·       Minimizam os problemas de escassez de água
 
Aspectos negativos da construção de barragens:
·       São obras muito dispendiosas;
·       Podem provocar a inundação de terrenos agrícolas;
·       Podem provocar a submersão de aldeias;
·       Provocam alterações na fauna e na flora ribeirinhas fluviais;
·       Geram deterioração da qualidade da água.
 
 
Recursos Hídricos subterrâneos
 
As águas subterrâneas resultam da infiltração da água proveniente:
-         Da precipitação;
-         Dos cursos de água, lagos e albufeiras;
-         Da rega;
-         Das águas residuais urbanas.
 
·       A precipitação que ocorre sobre a superfície infiltra-se parcialmente ou na totalidade, no solo, até atingir uma camada impermeável, quer pela acção da gravidade, quer pela capilaridade, dando origem à formação dos aquíferos. A existência de aquíferos, as suas características e dimensões estão directamente relacionadas com o grau de maior ou menor permeabilidade da rocha.
 
·       Os aquíferos são importante reservatórios de água subterrânea que, em relação à água superficial tem a vantagem de :
-      Estarem mais protegidas da poluição (melhor qualidade da água);
-      Não se reduzirem devido à deposição de detritos;
-      Não estão sujeitos à evaporação;
-      Não exigem encargos de conservação.
 
Os usos e a gestão dos recursos hídricos
 
A agricultura é ainda o grande consumidor de água subterrânea, essa elevada utilização de água deve-se á actividade agrícola de regadio. Esta coloca problemas sobre estes recursos, como a contaminação dos aquíferos devido ao regadio estar associada à grande utilização de adubos e ainda devido a mais de 80% da área de regadio é de natureza privada.
 
 
 
 

PROBLEMAS NA UTILIZAÇÃO DA ÁGUA
Consumo excessivo
Diminuição das reservas
Poluição
Salinização
Alterações climáticas
Desflorestação
Efluentes
·       Domésticos
·       Industriais
·       Agro-pecuários
 
Eutrofização*
*enriquecimento excessivo da água em matérias nutritivas. Geram a absorção exagerada de oxigénio e a consequente asfixia desse meio aquático.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As disponibilidades hídricas
 
 


 

            Inventariadas como                                                                            Na
                          
                                                                                              Utilização dos recursos hídricos
          Águas                   Águas                                          
      Subterrâneas          Superficiais
                                                                                                             Evidenciam-se
 
Apresentam em Portugal uma                                                    problemas na utilização
 


 

                                                                                           Ao nível
Irregularidade na distribuição                                                   
                                                                                        Quantidade                        Qualidade
Acrescida na dependência das                                                
                                                                                   Passa pela                                Passa pela                                                
                                                                                  racionalização                          protecção e
                                                                                   dos recursos                              controlo
 
     Bacias hidrográficas                                            Garantir o                         Drenar e tratar                      
      Luso-espanholas                                                     abastecimento                 as águas residuais
 
                                                                            Utilizar a água                          Controlar a
                                                                              com maior eficiência              qualidade da água
 
 
 Implicam a reflexão sobre a gestão dos recursos hídricos
 
 


 

          Planear a utilização da água                                                 Potencializar os recursos
 
                    Integração na                                                                         actividades de
               política-comunitária                                                                   recreio e lazer
 


 

            protecção e conservação e                                                      navegação turística
          comercial dos meios hídricos
                                                                                                     actividades biogenéticas
            cooperação luso-espanhola
                                                                                                  extracção de inertes
A gestão dos recursos hídricos é um processo complexo, que implica um planeamento cuidadoso e uma coordenação de esforços a nível local, nacional e internacional.
 
·       Plano Nacional da água (PNA) – Foram criadas 10 regiões Hidrológicas
·       Planos da Bacia Hidrográfica (PBH)
 
Estes planos são instrumentos de planeamento que permitirão:
·       Melhor conhecimento das disponibilidades e potencialidades hídricas;
·       Melhor distribuição e utilização da água;
·       Protecção, conservação e requalificação dos recursos hídricos;
·       Estabelecimento de um quadro estável de relacionamento com Espanha;
·       Gestão dos recursos hídricos em articulação com os restantes sectores de ordenamento do território.
 
A importância das albufeiras origina a elaboração de planos específicos:
-      Planos de Ordenamento das Albufeiras de Águas Públicas (POAAP). Estes compreendem uma área na qual se integra o plano de água e a zona envolvente de protecção.